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Agripino Albino Satlher
M
08/02/1949
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Biografia
GENEALOGIA SATHLER

CONRAD SATTLER (ALEMANHA/BRASIL EM 1837) / DOROTHÉA PFEIFFER

1) - C O M E N T Á R I O S:

Esta Genealogia é da família Sathler, somente serão efetuados cadastros de esposos(as) casados (as) na família e filhos naturais ou adotados.
- Não efetuar cadastros de perfis porque estando em qualquer nome diferente do meu e clicar em responsável direcione sempre ao meu para que clique em biografia e tome conhecimento de todas estas informações, as inclusões ou alterações favor me enviar via e-mail, orkut ou facebook para que eu possa efetuá-las e também não haja duplicidade de cadastros, leia abaixo na relação nominal dos cadastros em família, esclarecimentos e objetivo.

Após pesquisas, em 12/06/2012 entendi ser necessário alterar nossa história sobre Johann Christian Sattler conforme censo da família que realizaram entre 02/1986 a 02/1988, para CONRAD SATTLER. Considerando os registros sobre os pioneiros em Petrópolis (1830/40), luteranos (tradução e manuscritos) em Nova Friburgo, foi encontrado sobre CONRAD SATTLER confirmações de história de imigração, filhos e casamentos, em aproximadamente 90% (noventa por cento), incluindo os filhos Augusto, João, Valentim e Henrique Sattler antes entendido ser de Johann Christian Sattler, enquanto que deste, só se tem conhecimentos básicos de sua chegada em 1824 e que casou em 15/01/1841 em Nova Friburgo.

Elaborada no site por Sinval Soares Sathler em 24/09/2007, natural de Caputira/MG, nascimento em 1948, residindo em Petrópolis/RJ no período de 1965 a 1994 e atualmente em Niterói/RJ, (tetraneto de Conrad Sattler, trineto de (Johann) João Sattler, bisneto de José Alfredo Sattler e Pedro Francisco Sathler – irmãos, neto de Eduardo Sathler/Acidália Sathler – primos e Arminda Satler irmã de Acidália, filho de Orlandino Sathler e Nilza Soares Sathler – primos.
CONTATOS: FACEBOOK Sinval Soares Sathler e ORKUT Sinval Sathler com links para acesso ao site, E-MAIL sinvalsathler@ig.com.br, responsável no site familiaridade link abaixo contendo todos os dados desta genealogia, muitas fotos, datas de nascimentos, falecimentos, etc...
- Acessando este link: www.familiaridade.com.br/arvoregenealogica.asp?id_pessoa=212612 , primeiro clique em minha biografia e leia comentários, resumo das histórias de imigração e família e se na relação nominal constar seu nome certamente estará cadastrado em família no site, observe que nos troncos constam vários links para auxilia-lo, identifique o seu e substitua o nº do link escolhido pelo que consta na barra de endereços, ajudará a encontrar seu grupo e escolher seu link para acesso direto, muda somente o nº ........... para o nº ........... (posso ajudar);
– Clicando em responsável de qualquer nome retornará ao meu e clicando na 1ª foto ela ampliará.
- É como me informaram, as falhas e faltas se observadas e comunicadas, serão corrigidas, até porque não foi possível algumas informações de nomes de esposos (as) casados nas famílias de ascendentes e até descendentes.
- Observem que existem na mesma genealogia SATHLER, SATLER, SATTLER, SATLHER, etc... e descendentes de mulheres da família que não herdaram este sobrenome porque os maridos não o fizeram constar, exemplo: meus avós paternos (primos) Eduardo Sathler casado com Acidália Sathler, filhos: Orlandino Sathler - descendentes SATHLER, Otacílio Satler - descendentes SATLER e Cidalina Sathler - descendentes somente Martins, etc, etc....
- Em 2005, fui acometido de um adenocarcinoma submetendo-me a cirurgia de gastrectomia com retirada de 4/5 do estômago, em 2007 aposentado parei de trabalhar, desocupado e indiferente a família, sem nunca ter participado de encontros, eventos, etc..., resolvi iniciar genealogia dos mais próximos que divulguei na internet e atendendo a pedidos foi expandindo.
- Os primos casados com primos com número considerável de descendentes fiz constar no nome do esposo.
- Cumprido o objetivo proposto, meu trabalho se encerra, desejando que cada grupo de família me informe alterações como nascimento, falecimento, etc.. para que mantenhamos os dados atualizados, já que se trata de nossa história.
- Meus agradecimentos a todos (sem exceção) que direta ou indiretamente colaboraram com esse trabalho, espero que tenha também colaborado para manter na memória os ascendentes dessa geração e das que estão por vir.
- Para as famílias descendentes dessa Genealogia, é importante que imprimam e reproduzam cópias necessárias para distribuírem entre si, sem esquecer dos patriarcas e matriarcas que ainda vivem, (Graças ao Bom Deus ainda em grande número).
- Sou responsável também no site familiaridade pela genealogia Breder (Alemanha/Brasil em 1824), acesse o link: www.familiaridade.com.br/arvoregenealogica.asp?id_pessoa=353480 , abrindo clique em biografia, leia comentários, resumo das histórias de imigração e família e veja relação nominal de cadastros em família no site.

2) - RESUMO DAS HISTÓRIAS DE IMIGRAÇÃO E FAMÍLIA:

Na idade média, em pequenos vilarejos da Europa os nomes eram refletidos pelas ocupações ou profissões. SATTLER ou SATHLER era sobrenome profissional dos fabricantes de sela, chamados “o selador” tem origem alemã e inicialmente encontrado em Baden onde foi antigamente associado com conflitos tribais locais. Mais tarde tornaram-se guias de reis, caseiros de nobres, de igrejas e mosteiros. Os primeiros declararam lealdade a nobres e príncipes usando suas influências na luta pelo poder e status. Se espalharam por muitos lugares e suas prestezas eram procurada por muitos líderes na busca de poder e reconhecimento.

O Imperador Dom Pedro I em 1822 permitiu que nações amigas enviassem migrantes para o Brasil porque percebeu que o país em razão do seu vasto território necessitava de pessoas fortes, dinâmicas e corajosas para trabalhar e cultivar a terra.
CONRAD SATTLER era pedreiro, nasceu por volta de 1810 na Alemanha e morreu no Brasil em data desconhecida, chegou neste país quando a barca Justine aportou no Rio de Janeiro para abastecimento em 13/11/1837, comandada pelo Capitão Lucas com 238 passageiros germânicos, que saiu do porto de origem em Havre na França em 07/09/1837 com destino para Sidney na Austrália. Insatisfeitos por maus tratos, 235 ficaram na capital da Província do Rio de Janeiro e se cadastraram como colonos na Sociedade Promotora de Colonização, Conrad era natural de Göllheim, Baviera (Bavária), casado com Dorothea Pfeiffer na Alemanha com os filhos Luisa (Louise) *1832, Maria Henriette *1835 e Conrad Filho *1837 que nasceram na Alemanha.
Em 08/02/1838 o primeiro tenente Julio Frederico Koeller de Petrópolis conseguiu a autorização do Presidente da Província, o Sr. Paulino de Souza, para contratar 29 famílias (do Justine), constando de 32 trabalhadores para manutenção e conservação da Estrada da Estrela para Petrópolis (calçada de pedras), dentre estes destacamos famílias Diedrich, Müller, Wiegand, Boekle, Klein, etc..., depois Conrad seguiu para Nova Friburgo/RJ região de Barra Alegre e Macaé de Cima, e tiveram mais 7 filhos: Augusto (August Conrad) *1840, João (Johann) *17/09/1841, Valentim *13/03/1843, Guilherme (Wilhelm) *18/09/1844, Mariana Clara (Marianne) *23/09/1846, Henrique (Heinrich) *22/03/1848 e Margarida (Margaretha) *23/07/1849 totalizando 10, com grande número de descendentes.
FONTES PRINCIPAIS:
Chegada de Conrad Sattler em 1837:
http://genealogia.prati.com.br/genealogia/Navios.htm - busque nº 196 - Navio Justine
www.cbg.org.br./cartamensal/CM73.pdf final da pg. 3 e principio da 4.
Centro de Documentação D. João VI – Os alemães pioneiros de Nova Friburgo
- Nascimentos/batismos e Casamentos – Tradução dos Livros de Ofícios Eclesiásticos da Comunidade Evangélica Luterana em Nova Friburgo:
OS ALEMÃES PIONEIROS - acervo_ os_alemães_pioneiros.pdf – 1824 a 1849 – localize Sattler e Sathler
- Casamentos:
www.djoaovi.com.br/index.php?cmd=section%3Aimigrantes_alemaes
acervo_manuscritos_casamento_de_protestantes.pdf - 1863/1888 – (muito apagado) use Zoom 200 pgs. 15, 26, etc...

OBSERVAÇÕES: Meu bisavô Pedro Francisco Sathler, neto de Conrad Sattler dizia que um de seus tios nasceu em alto-mar, e a história indica ser Conrad Sattler Filho que nasceu em 1837, ano que chegaram no Brasil.

OUTRAS FAMÍLIAS SATTLER, SATHLER, SATLER, ETC... NO BRASIL

É sabido que na Alemanha a família Sattler é numerosa, sendo assim, JOHANN CHRISTIAN SATTLER que nasceu em 23/06/ 1802 na Alemanha e morreu no Brasil em data desconhecida, (no Brasil João Christiano Sathler - Sathler abrasileirado com H), 7º filho de Charles Siegfried Sattler e Marthe Elisabethe – Alemanha, (Projeto Imigrantes - Arquivo Histórico nº 45954 com destino equivocado para São Leopoldo/RS e que sabemos ser para Nova Friburgo/RJ), chegou neste país em 14/04/1824, 22 anos, solteiro, alfaiate, natural de Friedrichsdorf, Frankfurt, condado de Hessen-Homburg, casou com MARIE MARIANNE MAYER em Barra Alegre, Bom Jardim, RJ, no dia 15/01/1841, ela nasceu em 14/01/1811 na Suiça e morreu em data desconhecida, (filha de Josepho Rudolf Mayer *25/10/1780 e Maria Magdalena Keller *05/04/1787), embarcou no Porto Hamburg ficha de imigrante documento de embarque datado de 15/12/1823, partindo em 29/02/1824 no navio transatlântico "Caroline" sob o comando do Capitão Von Der Wettern com 68 conterrâneos e recebidos no Brasil com homenagens do Imperador ficando numa área do Imperador chamada Armação em Vila Real da Praia Grande que em 1835 recebeu o nome de Niterói, estabelecendo-se no dia 03/05/1824 em Nova Friburgo-RJ, onde Johann Christian Sattler recebeu 200 jeiras de terra para cultivo e trabalho, além de 6 anos de isenção de impostos e sua manutenção assumida pelo governo brasileiro num período de 18 meses.
Entende-se que tiveram 2 filhas:
1ª) – Maria Henriquetta Sattler (*1849) e casou com Pedro Schwind – pais de Valentim Sattler Schwind/Christina Carlota Muller (avós de Horácio Muller Sattler), Henrique Mathias Schwind e Luzimar Schwind /24/11/1888/ Clara Virginia de Oliveira Ramos Sattler (avós de Pedro Nestor Schwind (* 08/09/1889)
2ª) - Elisabeth Sattler (*27/03/1852)
- DANIEL HENRIQUE SATTLER (Projeto Imigrantes – Arquivo Histórico nº 32999), solteiro, 32 anos, procedência Wurterberg/Alemanha, embarcou no porto de Bremen/Alemanha em 07/07/1826 no navio Brodtrae chegando no Brasil em 28/09/1826 porto do Rio de Janeiro com destino para Porto Alegre/RS que não temos conhecimento de descendentes, lembrando que estamos falando de uma época escrita a pena, e muitos registros foram perdidos e o imigrante não era obrigado a preencher todas as perguntas.
De 1843 a 1851 chegaram no Rio de Janeiro 15 navios franceses, ingleses e dinamarqueses com colonos destinados a colônia de Petrópolis, entre eles temos:
- JACOB SATTLER casado com Anna Schmidt
- JOSEPHO SATTLER que nasceu em 1803 em Simmern - Alemanha e faleceu em 1850 em Petrópolis, casou-se com Catharine Kiltzer em 1833, ela faleceu em 1867 também em Petrópolis e tiveram 4 filhos: link: www.familiaridade.com.br/arvoregenealogica.asp?id_pessoa=1028494 abrindo clique em biografia
1º) - Elisabeth Sattler - 1834 – Alemanha/Jacob Stützel
2º) - Wilhelmine Sattler - 1848 – Alemanha/Manuel da Cunha Guimarães
3º) - José Sattler - 23/11/1851-16/02/1922/Maria Sindorf – pais de Pedro Sattler - 29/04/1877-03/06/1930/Maria Catarina Prata, Ana Sattler - 06/06/1879/ Luiz Angelo João Prata, Maria Sattler - 30/04/1882-27/03/1944/José Prata, José Sattler Filho - 21/03/1884-06/11/1947/Rosina Baade, Maria Carolina Sattler - 01/08/1886-18/12/1947/Miguel Mayworm, Francisco Sattler - 21/09/1889/Ana Rosa da Silva, Catarina “Catita” – 16/09/1984/ 1º cas. Sebastião de Oliveira, 2º cas. Manoel Auler e 3º cas. Manoel Marques Correia
4º) - Nicolaus Sattler

COMUNIDADE EVANGÉLICA NO BRASIL

A primeira comunidade Evangélica no Brasil foi a dos alemães (luteranos) em Nova Friburgo em 03/05/1824, e em 1827 construíram seu primeiro templo na “Praça do Pelourinho”, hoje Praça Marcílio Dias no Paissandu. Somente em 1857 construiu uma igreja perto deste local obedecendo as leis vigentes, sem torres, sinos e não diferenciando das outras casas.
Observações importantes: Através de manuscritos deixados pelo Pastor Frederico Sauerbronn e documentos religiosos guardados cuidadosamente por ele desde o início de suas atividades em 1824 em Nova Friburgo, permitiu aos seus sucessores estabelecer o ponto exato que se iniciou a colonização alemã no Brasil.

FICHA DE EMIGRANTE 24/06/1823 - DOCUMENTO EMBARQUE (1º Pastor Luterano no Brasil)
O modelo e Informações desta ficha foi obtido no livro da “História da Igreja Presbiteriana de Alto Jequitibá–MG – 1ª Edição 1991
Nº 59
SOBRENOME: SAUERBRONN .. NOME: Friedrich .. ESTADO CIVIL: Casado
PROFISSÃO: Pastor .. IDADE 39 anos
PROCEDÊNCIA: Secherbach NAVIO: Argus _ PORTO: Den Helder
FAMÍLIA – ESPOSA morta na viagem ___________________IDADE ______
Nºs.....FILHOS:Charlotte _____________________________IDADE 13 anos
...................... Ferdinand ____________________________IDADE 09 anos
...................... Wilhelm _____________________________IDADE 08 anos
...................... Fritz _________________________________IDADE 05 ano e 09 m.
...................... Emilie ________________________________IDADE 01 ano e 08 m.
PAGOU: PASSAG. Nº______PARTE PASSAG. Nº ___ NÃO PAG. PASSAG. Nº _59
CASA Nº____91________ DATA COLONIAL Nº _____59/60___________
_________________________________________________________________
GRUPO: _________________
Nº _____225_______ REGISTRO COLONIAL 1824 / Pastor IDADE 40 anos
PORTO: Rio de Janeiro
FAMÍLIA - ESPOSA: viúvo ________________________IDADE _______
Nºs.........FILHOS: Charlote ________________________IDADE 14 anos
........................... Fernando ______________________IDADE 10 anos
........................... Guilherme ______________________IDADE 08 anos
........................... Frederico ________________________IDADE 06 anos
........................... Emilia ___________________________IDADE 02 anos e 1/2 m.
mortes - 1ª esposa e recém - nato__
nascimentos - __________________
201 -

NOVA FRIBURGO - BERÇO DA COLONIZAÇÃO ALEMÃ NO BRASIL:

Em 1824, em Nova Friburgo começava a ser escrita uma história de suor e lágrimas, de idealismo e tenacidade, de amor e coragem: a história dos imigrantes alemães que chegaram em busca da terra fértil, onde pretendiam fincar suas raízes, trabalhar, viver e morrer em paz. Assim, no generoso solo friburguense chegaram também o 1º Sattler, a colonização germânica em nosso país, que continuaria pouco depois com a chegada de outros colonos incluindo CONRAD SATTLER.
- Na história e informações sobre a colônia alemã em Nova Friburgo, diz que os primeiros colonizadores foram os Suíços na sua fundação em 1818, contratados por ordem de Dom João VI.

NUMA HOMENAGEM DE SAUDADE E RECONHECIMENTO AOS PRIMEIROS ALEMÃES CHEGADOS A NOVA FRIBURGO, DIVULGAMOS, ABAIXO, ALGUNS DE SEUS NOMES:

CONRAD BREDER, Balchasar Grieb, Jacob Winter, Henrich Schott, Christian Nagel, Nicolaus Caesar, Jacob Spanner, Joh. Michel Brod, Phillipp Gaspar ,Heinrich Class, Conrad Boehlinger, Peter Schimidt, Johan Freyer, Conrad Klein, Philipp Ulbbrich, Carl Fals, Philipp Heringer, Josef Erthal,Daniel Durr, Ernst Ulbrich, FRIEDRICH SAUERBRONN (PASTOR), Joh. Georg Schwinn, Carl Schwenk, Nicolaus Herrmann, Jacob Klein Sen, Peter Berbert, Jacob Klein, Jonnas Emmerich, Caspar Caesar, Peter Reipert, Johannes Brust, Heinrich Juenger, Wilhelm Gradwohl, Jacob Gradwohl, Philipp Schaus, Nicolaus Baum, Carl Heiderich, Jacob Heringer, Louis Boehm, Peter Nanz, Heinrich Eller, Joh. Schmidt, Heinrich M. Nanz, Heinrich Emmerich, Heinrich Duerrer, Johannes Jungblut, Werner Laubach, Wilhelm Schwab, Margarethe Dauth, Heirich Schenkel.
E as FAMÍLIAS: SATTLER (SATHLER), Braune, Weiber, Ekhart, Schint, Boher, Stork, Deuschwitz, Frese, Oberlaender, Wiegang, Gade, Barthans, Heggdorn, Bongard, Brantz, Werner, Asth, Mayer, Guebel, Hermsdorff, Fendler, Leuenroth, Peckert, Jeckert, Riebert, Gherard, Frez, Zinder, Hottz e Dietrich.

LETRA DO HINO DO IMIGRANTE (1826):

Iniciamos Senhor, essa nossa jornada
Esteja conosco nessa caminhada
Abençoa teu povo no mar com tua mão
E assim chegaremos àquela nação

Foi Deus quem chamou
E ao Brasil no mandou,
Vamos, pois viajar e felizes chegar,
É Deus quem nos guia com mão paternal
E lá chegaremos guardados do mal

Parte da tua terra, Deus disse a Abraão
A um lugar que te levo com a minha mão
Nós também confiamos mui firmes em Deus
Pois tua palavra é sagrada aos seus

Partimos daqui, vamos para o Brasil
Quantas vezes clamamos a Ti, nosso Deus
O Senhor nos mostrou uma terra onde ir
Confiamos em Ti, vamos nós prosseguir

Deus proteja o Brasil
E o Imperador
Que de boa vontade nos vai acolher
Com mãos cheias de graças
Deus vai proteger
No Brasil com alegria nós vamos viver!!

ALTO JEQUITIBÁ – MG – HISTÓRIA DA COLONIZAÇÃO E RELIGIÃO (RESUMO):

Devido a grande fertilidade do solo, atraiu-se a vinda de colonos basicamente alemães oriundos de Nova Friburgo – RJ para Alto Jequitibá, sendo a família Sanglard (verdadeiros bandeirantes) a primeira em 1.862, fixou-se depois a família Eller em 1.868 (primeira família de protestantes), também fixou-se residência no lugar hoje denominado Fazenda Breder em 1893 o Sr. Guilherme Breder, membro da Igreja Luterana, da sua família, porém, já havia quatro filhos professado a fé na Igreja Presbiteriana de Nova Friburgo-RJ que são os seguintes: Alfredo, Guilhermina, Candido e Deolinda Elisa Breder (que casou-se com Pedro Francisco Sathler). Com a vinda do Rev. Mattathias Gomes dos Santos e com a conversão de outros crentes, começaram a se reunir quinzenalmente na casa do Sr. Guilherme Breder sob a direção do mesmo Rev. Mattathias, então pastor da Igreja Presbiteriana de Alto Jequitibá, a congregação continuou a se reunir na casa de Guilherme até ser mudada para a atual casa de oração sendo organizada Igreja em 09/03/1902 quando reuniu-se a Comissão Presbiterial Organizadora tendo comparecido o Rev.Alvaro Reis (Alvaro Emigdio Gonçalves dos Reis) pastor da Igreja Presbiteriana do Rio de Janeiro (1897 a 1925) que presidiu a seção arrolando 105 membros na Igreja a constituir-se dentre eles Guilherme Sathler, a comissão se reuniu por mais duas vezes que também recebeu por pública profissão de fé o Sr. Domingos Sathler (irmão de José Alfredo Sattler/Pedro Francisco Sathler) e esposa Francisca Luiza Louback Sathler com batismo de 7 filhos: Francelina(1890), Rosenda(1892), Antonio(1893), Otaviano(1895), Jordelina(1898), Margarida(1900) e Zulmira Sathler(1902), foi sob o pastorado do Rev. Aníbal Nora que mais se desenvolveu. Fixaram residência em Alto Jequitibá outras famílias também evangélicas entre as quais: Heringer, Emerich, Werner, Gripp, etc... e, que foram se espalhando para Manhumirim, Manhuaçu e adjacencias, hoje em todo o Brasil e alguns até no exterior. Esta igreja tem como uma de suas filhas a de Manhuaçu que recebeu 44 cartas de transferência expedidas pela igreja mãe para sua organização em 07/06/1905 e que tem como resultado dessa organização as igrejas: Breder(30/03/1921), Caputira(30/09/1923), Reduto(19/10/1922), São Pedro do Avaí(08/03/1953), 2ª IPM(01/05/1964) e 3ª IPM(28/01/1990). Tempo depois assumiu o pastorado da IPM o Rev. José Martins de Almeida Leitão (1919 a 1925), que numa assembleia datada de 12/08/1922 criou-se um estabelecimento de ensino "GYMNASIO EVANGÉLICO DE MANHUASSU" e que decidindo sobre a compra de um terreno o Sr. Pedro Francisco Sathler ofereceu 10 contos de reis, com juros módicos, para compra imediata do imóvel, uma chácara à rua Cezário Alvim, Coqueiros, por 20 contos de reis, inaugurado o estabelecimento de ensino em 1923 teve como sócios cotistas Pedro Francisco Sathler, José Alfredo Sattler (irmãos) e outros, mas com a depressão econômica de 1929/1930, que atingiu o mundo ocidental, a região cafeeira foi grandemente prejudicada e o ginásio foi forçado a interromper suas atividades em 1930 com grandes prejuizos para os sócios e a igreja. Em 1935, a igreja estando mais aliviada e recuperada recebeu o Rev. Orlando Sathler (1935, 1936 e 1946) que impulsionou a vida espiritual dos fieis a continuar sua marcha gloriosa.
(resumo do relatório histórico referente a Manhuaçu produzido pelo saudoso Prof. Sylas Heringer e publicado na revista 100 anos da Igreja Presbiteriana de Manhuaçu).

APÓCRIFO & RELIGIÃO - HISTÓRIA DE MIGUEL SATTLER EM 1527:

O Reinado político religioso solidificado, os reis e os papas em busca do poder absoluto, resultou que Bonifácio (680-754 DM) levasse uma grande área da Alemanha a aceitar o catolicismo e enfluenciou os monges britânicos a se submeterem a Santa Sé, unificou e solidificou as igrejas na Alemanha e regiões ao redor. Este movimento depois de vários acontecimentos, cruzadas, inquisições, torturas em vários métodos, etc..., fez que a partir de 1104 começasem a aparecer os mais importantes defensores do "cristianismo" menos caótico, que são os que começaram a trazer a fé e conduta mais para perto da linha fiel dos apóstolos, mas que pagaram um alto preço:
PEDRO BRUYS - 1104, foi morto sobre uma fogueira construída com cruzes que ele mesmo teve de acender.
HENRIQUE DE LUSANE - 1116, no ano de 1148 foi jogado numa prisão onde provavelmente morreu.
ARMANDO DE BRESIA - 1139, foi enforcado, queimado, e as suas cinzas foram espalhadas sobre as águas do rio Tigre.
PEDRO WALDO - 1170, morreu mais ou menos no ano 1217.
JOÃO WYCLLIFE - morreu em 31 de dezembro de 1384. No dia 14 de maio de 1415 o Concílio condenou João Wycllife, exigindo que seus ossos fossem desenterrados e queimados.
JOÃO HUSS - morreu queimado em praça pública no dia 6 de julho de 1415, antes colocado uma bola de ferro em sua boca para que não proferisse palavras de exaltação ao cristianismo, testemunhando assim sua fé inabalável.
JERÔNIMO DE PRAGA - morreu queimado vivo em praça pública.
MIGUEL SATTLER - 1527, a sentença proferida contra ele e cumprida, é uma das mais monstruosas, cruéis na história do "cristianismo". Eis os seus termos:
"Miguel Sattler deverá ser entregue ao carrasco. Este o levará até a praça e ali primeiro lhe cortará a língua. Depois o amarrará a uma carroça e com a tenaz incandescente tirará, por duas vezes, pedaços de seu corpo, em seguida, a caminho do lugar da execução fará isso cinco vezes mais e depois queimará seu corpo até o pó como um arqui-herege."
Todos estes e muitos mais protestaram contra os erros praticados pelo catolicismo e o brilho das chamas de seus corpos e ossos incendiados se ajuntaram a tantos outros para manter às claras os erros da falsidade do "cristianismo".
Faz-se necessário esclarecer aqui que os protestantes (evangélicos dos dias atuais) se denominam como religiões participantes do "cristianismo", e de fato o são, uma vez que brotaram dele.
Em 31 de outubro de 1517 (dia da reforma do cristianismo) Luthero se opôs a estas heresias dando o grito contra as aberrações do catolicismo, até porque Tetzel (um sacerdote do clero) passou por Witemberg vendendo indulgencias, dizia ele que se alguém quisesse matar a mãe mas garantir a entrada no céu era só pagar nove ducados, (dinheiro alemão da época) que estaria antecipadamente perdoado.
Apócrifo: Diz-se de obra sem autenticidade, ou cuja autenticidade não se provou.

CRÔNICA SOBRE REV. ORLANDO SATHLER – 1.1.2.1:

REV. ORLANDO SATHLER, filho de Pedro Francisco Sathler e Deolinda Elisa Breder,irmão de Arminda, Acidália, Avelina, Atalia, Isolina, Ilda e Orcilio, nasceu no dia 31 de março de 1904, no interior do Município de Manhuaçu numa localidade conhecida como “Onça”.
O ambiente onde cresceu o pequeno Orlando era simples, decididamente cristão e direcionado com todo rigor para o trabalho da lavoura, para o qual nem as mulheres escapavam. A família se compunha dos pais , 6 irmãs e 1 irmão. O velho Pedro, dono de muitas propriedades e extensas lavouras de café era o protótipo do homem severo. Honra não se discutia e a palavra empenhada era cumprida dispensando qualquer tipo de documento.
Cada vez mais o pequeno Orlando obedecendo aos precoces sinais de sua vocação, manifestava o desejo de continuar os estudos na cidade, mas o velho Pedro retrucava asperamente “não criei filho para virar vagabundo na cidade”, mas o Orlando, sem responder não se conformava e também não perdia tempo. Lia tudo que lhe caia às mãos num tempo de poucos livros e para não fugir à regra, a Bíblia era a sua leitura favorita.
Leu-a e releu-a muitas vezes. Daí, seguramente emergiu a vocação sacerdotal. A noção de pecado era levado a extremos.
Surgiu a grande chance – o exército – foi destacado para servir em São João Del Rei – MG, onde a atmosfera e passado místico brotam de suas pedras e construções. Possivelmente este ambiente tenha consolidado sua decisão de se entregar ao serviço de Deus, mas as obrigações do quartel inviabilizavam a concretização do seu ideal. O seminário continuava sendo um sonho. Além do mais já estava casado com D. Dionizia Heringer Machado e o jeito foi apelar para o curso livre de Evangelista, até porque era o meio mais prático na época para chegar ao pastorado, chegou a Sargento e participou da revolução de 30. Sua decisão de dedicar sua vida a Jesus era àquela altura irreversível., então pediu dispensa do exército e se transferiu para Manhuaçu. Pastoreou várias igrejas Presbiterianas dos arredores e prestou exames finais para o ministério sempre acessorado pelo dedicado Rev. Cicero Siqueira. E aí está o Rev. Orlando pronto para empunhar sua nova arma.
Sua vida nunca foi um mar de rosas, em Manhumirim, bem no início de seu pastorado enfrentou a oposição dos fanáticos seguidores do Padre Julio Maria, em Formiga no oeste mineiro, cidade de forte tradição católica romana. Os fanáticos não lhe deram trégua. Sustentou uma polêmica por escrito com o clero local, originando um folheto intitulado “Porque sou Protestante”, espalhado pela cidade. Isto acirrou os ânimos dos fanáticos. Naquela igreja algumas vezes a pregação tinha de ser interrompida porque a igreja era apedrejada. Assim ele achou por bem aceitar um novo convite de pastorado.
No oeste de Minas, além da igreja de Formiga pastoreou as igrejas em Luz, Pains, Iguatama, Pimenta, Piui, Arcos Itapecerica e muitas outras.
Regressou para Manhuaçu em 1945 e a seguir transferiu-se para Lajinha em 1947, onde conheceu momentos de felicidade e realização pessoal, sem faltar também os momentos de angustia e preocupações.
A morte prematura de D. Dionizia (complicações pós parto) que deixou 5 (cinco) filhos, levou-o a um segundo casamento com Aulina Souza Sathler que também deixou 7 (sete) filhos, ela sobreviveu a ele por muitos anos, vindo a falecer em 2002 em Vila Velha ES, sempre rodeada pelos filhos e enteados.
Em Lajinha consentiu se candidatar a vereador pela legenda da UDN, eleito o vereador mais votado é levado a presidência da câmara entre 1948 e 1952.
Imprimiu uma nova dinâmica de trabalho e de organização na Prefeitura local tornando-se inseparável do saudoso amigo Prefeito Adalmario José dos Santos.
Colaborou decididamente na elaboração e início do plano piloto da cidade. Chegou a ser sondado como possível candidato a deputado estadual. A partir daí, surgiram seus primeiros adversários, mesmo entre parentes e irmãos de fé. Mas o Rev. Orlando tinha, às vezes, atitudes imprevisíveis. Assim como entrou na política, saiu e volta integralmente para o seu pastorado.
Os sermões do Rev. Orlando eram muito bem elaborados, bem estruturados e ele os recheava com pequenas histórias, ilustrações que prendiam a atenção do auditório.
Por volta de 1953, atendendo a pedido do presbitério de Vitória, assume a 1ª igreja Presbiteriana de Vitória, dotando-a, inclusive de sua nova sede à rua 7 de setembro. Liderou um bem sucedido movimento para dotar o Espírito Santo e, em especial, a grande Vitória de um hospital evangélico, o qual tem prestado grande beneficio a população capixaba. Seus sermões eram retransmitidos pela rádio vitória, sendo sua palavra ouvida no Espírito Santo e zona da mata de Minas. Sua fama de notável orador sacro se espalha e passa a atender convites de várias igrejas da região, arriscam a dizer que, a esta altura, era chegado seu apogeu. A partir daí, começaram divergências com determinados membros da igreja de Vitória, alguns deles sabidamente despidos do genuino espírito cristão fazem o Rev. Orlando submergir em grande tristeza. As dificuldades constituíram em tratar e aceitar as maldosas manipulações de determinadas “raposas” das grandes cidades e então decide voltar para Minas. Entretanto a família já estava radicada em Vitória, fica dividida e parte volta para Manhumirim na década de 60. Sem dúvida, esta mudança abalou o ego do Rev. Orlando, pois ficou a sensação de diminuição de suas atividades.
A idade começa a pesar, uma série de acontecimentos anteriores aprofundam sua melancolia. Sente suas forças se esvaindo. A doença não demora a se apoderar. Internado num hospital em Vitória morre no dia 8 de outubro de 1969 cercado do carinho dos familiares e tem um enterro apoteótico em Vitória onde ocorreram caravanas religiosas e políticas dos diferentes municípios onde morou ou exerceu pastorado.
UMA LEGENDA EM MINAS GERAIS:
Cavalgando desconfortavelmente o paciente “fariseu” , seu burro preferido ou dirigindo seu velho jeep willys, aos solavancos, lá vai o Rev. Orlando Sathler realizar mais uma visita pastoral, vencendo resignado as emburacadas estradas da nossa querida Minas Gerais, poeirentas na seca ou lamacentas na época das chuvas... não há como negar, ele foi uma figura legendária no leste e oeste de Minas.
(meus agradecimentos a Ivens Sathler (filho de Orlando) que traçou este perfil e gentilmente me passou esta história que procurei na medida do possível resumir).

DADOS DA CERTIDÃO DE CASAMENTO ENTRE ARMINDA SATLER E JOÃO SOARES CARNEIRO:

Conforme Certidão de Casamento nº 1.189 folhas 70 verso e 71 do livro nº B-6, foi realizado em Manhuaçu (MG) no dia 05 de outubro de 1918 o matrimônio de JOÃO SOARES CARNEIRO e ARMINDA SATLER perante o Juiz Francisco Alves de Souza Filho, tendo como testemunhas João José da Costa e Leopoldino Schwenck.
Ele nascido em Cantagalo (RJ), com 23 anos de idade, aos 07 de março de 1895, lavrador, filho de Anthero Soares Carneiro e Laudiceia Cândida de Souza.
Ela nascida em Manhumirim (MG), com 19 anos de idade, aos 04 de março de 1889, doméstica, filha de Pedro Francisco Sathler e Deolinda Elisa Breder, a qual passou a assinar-se NOME DE SOLTEIRA.

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